Terça-feira e o tempo não ajuda. Onde estarão meus documentos? Preciso lavar o cabelo, pq tá um calor dos infernos e a raiz fica oleosa. Hoje tive aula de matemática, difícil acreditar que na graduação tenho aula daquilo que achei que deixaria no passado junto com as memórias escolares. Ontem tive preocupações de mulheres inconsequentes. Amanhã o dia não é de Deus mas domingo é. Ganhei bombom da professora. Todo mundo ganhou, na verdade. Blusinha branca ou vermelha, o que comprar?
Vi uma foto de um cara de terno sentado numa pedra no meio do mar, cabeça enterrada nas mãos, bumbum enterrado na água salgada. Seja pq está frio ou pq está chovendo ou pq estou meio ilhada na confusão que está minha vida...me senti no lugar dele...
Quando eu não tem tempo p/ quase nada, parece que vou me esvaziando de coisas importantes. Vou me esvaziando do que me cerca, das pessoas, da música, das cores...não tenho o que falar, não tenho sonhos, não tenho poesia...
E a vida fica muito chata.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Postado por Lívia às 18:27 0 comentários
OS ESCRITORES QUE JÁ PASSARAM pela experiência provavelmente vão concordar comigo: é surpreendente quando um poema de nossa autoria é lido em voz alta por outra pessoa, ou quando um conto é transformado num curta-metragem, ou quando um romance vira uma peça de teatro ou um filme. Perdemos o controle do que é nosso, que agora passa a ser de todos. Mais ou menos como um filho que ganha o mundo.
Quando escrevemos, temos total domínio sobre a situação. Cada palavra é rigorosamente escolhida para transmitir melancolia, entusiasmo, resignação ou o que for. O personagem está sob nossa regência, a gente o conhece como a nós mesmos, já que nós e ele somos, de certa forma, a mesma pessoa. Madame Bovary c¿est moi, disse Flaubert, e isso vale para todos os que escrevem, para todos os que transferem suas angústias, suas fantasias e seus sentimentos para seus personagens, camufladamente ou não. Desconfio daqueles que se autodenominam apenas contadores de histórias. Mesmo estes, em algum momento ou outro, revelam-se nas entrelinhas.
Mas o texto é apenas 100% do autor enquanto inédito. Uma vez publicado, passa a sofrer a interferência do leitor, que interpretará o que está lendo de uma maneira muito particular, de acordo com as experiências que acumulou, de acordo com seu estado de espírito no momento da leitura ou das carências por que anda passando. Num sarau, por exemplo, a pessoa que está lendo em voz alta um poema que não é dela dará uma pontuação diferente, fará uma pausa onde preferiríamos aceleração, ou dará carga dramática a um verbo que nos parecia supérfluo. Nem poderia ser diferente. É o leitor assumindo seu posto de co-autor. Todos os leitores são co-autores. Por e-mail me chegam mensagens de pessoas que, ao comentarem um mesmo texto, referem-se a ele de maneira totalmente diversa. Uns o consideram poético, outros o consideram cômico ou mal-humorado, e cada um está certo à sua maneira, pois não estão interessados em desvendar o que o autor pensa, e sim em formular sua própria opinião. Autor e leitor entram em comunhão quando encontram afinidades, mas, ainda que se entendam, o texto raramente mantém-se idêntico para os dois.
Agora imagine quando um texto passa não apenas por uma interpretação, mas por várias, no caso de ser adaptado para o palco ou para as telas. Haverá a leitura do diretor, do produtor, do adaptador, dos atores. Todos eles co-autores, todos acrescentando seu ponto de vista, sua sensibilidade e seu humor a partir de algo que foi exclusivo do autor um dia. Foi. Não é mais.
Escrever, pra mim, é um ato de exorcismo, e creio que é assim para muitos. É quando liberamos nossos demônios. Abandonamos as versões oficiais, civilizadas e contemporizadoras, para, amparados pela liberdade e pela inocência que a ficção nos confere, deixar a autocensura de lado e acertar as contas com nossas loucuras e nossos desejos inconfessos. E então, um belo dia, tudo isso sobe ao palco, o exorcismo se dá de fato, nossos adoráveis demônios ganham voz, rosto, gestos, movimento. É assustador e fascinante a um só tempo.
Hoje à noite a peça Divã, baseada num livro de minha autoria, encerra sua primeira temporada carioca no Teatro Laura Alvim, mas retorna já sexta-feira que vem no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea. Assisti três vezes, e nas três eu passei o tempo todo ora rindo de alegria, ora rindo de nervoso, pensando esta sou eu, esta não sou eu, até conseguir relaxar, me divertir e concluir: claro que não sou eu. Não apenas eu. São eles, os personagens, que ganharam vida própria, e é o público também, que se identifica e se enxerga. É um pouquinho de cada um de nós, porque ninguém consegue passar a vida sem se fundir com o outro, ninguém é tão monolítico ¿ e mais: todos os dias somos interpretados por quem nos cerca. Viver é uma constante terapia em grupo. Escrever não é diferente.
(Martha Medeiros)
Postado por Lívia às 18:24 0 comentários
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Dança e Educação
Verderi (2000) considera a educação como evolução e transformação do indivíduo, considerando a dança como um contínuo da Educação Física, expressão da corporeidade e considerando o movimento um meio para se visualizar a corporeidade dos nossos alunos, a dança na escola deve proporcionar oportunidades para que o aluno possa desenvolver todos os seus domínios do comportamento humano e, através de diversificações e complexidades, o professor possa contribuir para a formação de estruturas corporais mais complexas.
Por estes motivos, segundo Nanni (1995), deve-se trabalhar a dança na escola pois ela estabelece limites usando os movimentos, isso viabiliza a possibilidade de estruturação da personalidade e da socialização, pois leva o indivíduo saber o que ele é, sua relação com o objeto e a nível social e pessoal.
O ensino da dança nas escolas brasileiras deve ser abordado dentro do conteúdo Artes, (Teatro, Música, Dança e Artes Plásticas) segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (fonte www.mec.gov.br). A abordagem da dança dentro do contexto da educação física deve auxiliar no preparo físico para que os profissionais de artes possam atuar.
Postado por Lívia às 11:54 0 comentários
Eu já tinha esquecido...
Como era bom fazer umas loucuras de vez em quando, de rir, falar besteira, olhar no olho, suspirar, sair da realidade e embarcar em um sonho, pq pra mim, isso tudo que eu estou vivendo é um sonho, não há nada parecido, sonho que ganhou novo nome: realidade.
E pensar que isso tudo só é possível por ele, com ele e eu não sei como seria se não fosse assim, talvez as coisas continuassem como estavam, ou piorassem, não sei, só sei que viver o presente, o agora faz um bem tão gostoso, brigar e em questão de segundos falar de coração e ouvir "te amo", falar horas ao telefone e ainda receber uma mensagem linda, só pra fechar todas as noites que são maravilhosas.
E com a gente é assim e sempre será e nada mudará: Te amo, basta? Pq se não bastar: Te amo muito e cada dia mais.
Postado por Lívia às 11:49 0 comentários
Algo que me ilude
Como o cintilar
Da bola de gude
Parece conter
As nuvens do céu
As ondas brancas do mar
Astro em miniatura
Micro-estrutura estelar
Há no seu olhar
Algo surpreendente
Como o viajar
Da estrela cadente
Sempre faz tremer
Sempre faz pensar
Nos abismos da ilusão
Quando, como e onde
Vai parar meu coração?
Há no seu olhar
Algo de saudade
De um tempo ou lugar
Na eternidade
Eu quisera ter
Tantos anos-luz
Quantos fosse precisar
Pra cruzar o túnel
Do tempo do seu olhar
(Seu olhar - Gilberto Gil)
Postado por Lívia às 11:48 0 comentários
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Não é porque eu perdi , que você venceu.
Se tivesse ganho , não te faria pior.
Acho muito pobre de espírito , pra não dizer coisa pior.
Uma pessoa ficar em casa roendo as unhas , torcendo mais contra o Fluminense do que pro seu próprio time durante 6 meses .
Pensando nas pessoas que poderia menosprezar logo após o término do jogo da final.
O Flamengo não foi o campeão.
O Vasco da Gama não foi o campeão.
O Botafogo não foi o campeão.
Parabéns , você manteve a sua mediocridade chegando ao ridículo.
Pessoas medíocres como você, cumprem um importante papel nos grandes acontecimentos justamente porque não se encontram neles.
Foi na base de critérios que perdemos, se fosse o mesmo do início da competição teríamos ganho.
Perdemos .
Perdemos mas não fomos humilhados , perdemos de pé e poderíamos ter ganho.
Aliás, em um disputa de pênalti tanto faz o vencedor . Ela só indica que dois times empataram ao limite e a situação precisa ser resolvida.
Pra finalizar , não tenho o costume de ficar em frente a televisão secando meus adversários e algumas vezes torço até a favor.
Minha torcida não tem o costume de ficar organizando torcidas misturando distintivos e comprando ingressos para ir na torcida adversária.
Nós somos Fluminense e torcemos somente para o Fluminense.
Sinto vergonha por vocês.
Rogerio Jabbour
Saudações Tricolores
Postado por Lívia às 10:43 1 comentários
MEU GRANDE AMOR, GRAÇAS A DEUS SOU TRICOLOR.
Ser Fluminense é entender esporte como bom gosto. É ser leal sem ser boboca e ser limpo sem ser ingênuo.
Ser Fluminense é aplicar o senso estético à vida e misturar as cores de modo certo, dosar a largura do grená, a profundidade do verde com as planuras do branco.
Ser Fluminense é saber pensar ao lado de sentir e emocionar-se com dignidade e discrição. É guardar modéstia, a disfarçar decisão, vontade e determinação. É calar o orgulho sem o perder. É reconhecer a qualidade alheia, aprimorando-se até suplantá-la.
Ser Fluminense não é ser melhor, mas ser certo. Não é vencer a qualquer preço mas vencer-se primeiro para ser vitorioso depois. É não perder a capacidade de admirar e de (se) colocar metas sempre mais altas, aprimorando-se na busca! E jamais perder a esperança até o minuto final.
Ser Fluminense é gostar de talento, honradez, equilíbrio, limpeza, poesia, trabalho, paz, construção, justiça, criatividade, coragem serena e serenidade decidida.
Ser Fluminense é rejeitar abuso, humilhação, manha, soslaio, sorrateiros, desleais, temerosos, pretensão, soberba, tocaia, solércia, arrogância, suborno ou hipocrisia. É pelejar, tentar, ousar, crescer, descobrir, viver, saber, vislumbrar, ter curiosidade e construir.
Ser Fluminense é unir caráter com decisão, sentimento com ação, razão com justiça, vontade com sonho, percepção com fé, agudeza com profundidade, alegria com ser, fazer com construir, esperar com obter. É ter os olhos limpos, sem despeito, e claro como a esperança.
Ser Fluminense, enfim, é descobrir o melhor de cada um, para reparti-lo com os demais e saber a cada dia, amanhecer melhor, feliz pelo milagre da vida como prodígio de compreensão e trabalho, para construir o mundo de todos e de cada um, mundo no qual tremulará a bandeira tricolor.
Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros (Artur da Távola)
NÓS VIEMOS PRA CANTAR
VIEMOS PRA FICAR
CONTIGO ATÉ MORRER
NENSE
Postado por Lívia às 04:44 0 comentários